sábado, 7 de janeiro de 2012

Pelo Paso de Sico - Involuntariamente

Depois de esperar 2 dias em San Pedro do Atacama, com o Passo de Jama fechado pelas nevascas extemporanêas, resolvi (ou era única opção) ir pelo Paso de Sico, que também havia sido fechado mas tinha sido aberto ontem para veículos 4x4.

A moto é 2x1, mas como estava com o Jesus Massao, de pickup (l200), combinamos de ir pelo Paso de Sicoe, caso a coisa ficasse preta (conforme notícias vinham) colocaria a moto na caçamba. Mas iria indo até onde desse.

Acabei somente utilizando a pickup para colocar as malas na caçamba, aliviando o peso, e consegui (não sei como, e sem nenhum tombo ou compra de terreno) chegar em Salta para pernoitar.


O Paso de Sico tinha ido fechado pelas chuvaradas, que maltrataram bastante a estrada. É só ver o estado em que minhas roupas e a moto ficaram. Aqueles famosos areiões viraram lama.






Depois de Santo Antonio de Los Cobres a pista piorou, com intermináveis 20 km de barro. Antes era barro e pedra, aqui, só barro.


O caminho foi feito de moto por mim, pela Rubens, um paulista de XT660 com pneus off road mitas (ele duvidav que minha BMW adventure com pneus on road conseguisse chegar) e mais 4 alemães (em 3 GS800 e uma GS1200calçadas com MT60).





Realmente eu era o único que não tinha os sapatos adequados na moto. Os alemães ficaram para trás e eu e o Rubens conseguimos chegar juntos a Salta. Já no asfalto a XT660 deu problema, apagava frequentemente. Era problema na batatinha do pézinho (e depois dizem que as BMW é que não aguentam o tranco - a XT660 tinha 7.000km).



Apesar do barro, das costeletas, pedras, etc... chegamos cansados mas inteiro a Salta.

A sorte e o acaso me proporcionaram encontrar com o Massao, do grupo V-Strom, em San Pedro e a companha dele e da esposa de pickup (me aliviando das malas) certamente foram decisivos para cruzar um Paso de Sico que ficou fechado 2 dias e que, com chuva, tornou seu translado uma aventura e tanto.



quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Paso de Jama e de Sico fechados - um dia em SP do Atacama

Choveu a noite inteira de quarta no Atacama. Isso já era um prenúncio que nevou na cordilheira e o passo de Jama e Sico se manteriam fechados. Os passos fecharam ontem e hoje pela manhã, até as 16:00hs, ficamos na expectativa (e fila) para abrir.

O passo de Jama continuou fechado o dia inteiro. Dizem que são 40km num trecho com neve e gelo e acumulou muita coisa. Até o meio dia haviam limpado somente 5km e voltou a nevar a tarde.

Encontrei uns paulistas de Jaú em V-Strons e uma GS. Resolveram descer pela chile e tentar o cristo redentor em santiago. Contudo, até o túnel cristo redentor fechou.

A tarde liberaram 4x4 pelo paso de sico. Moto e outros veículos nem pensar.

Continuamos aguardando e vamos tentar de novo amanhã. Mas as expectativas não são animadoras. É só ver as fotos do céu do atacama as 20:00hs dessa noite.





Acabei o dia batendo papo com outros motociclistas que estão retidos por aqui, a maioria de São Paulo. E, já que tamos batendo perna, ao menos o bate papo recheado de "schopp" tá fazendo efeito.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

De Copiapó a San Pedro do Atacama - Cruzando o Salar

Saí de Copiapó pela manhã com o objetivo de passar pela Mão no Deserto e tirar umas fotos (já passei por lá de moto e de carro e nunca parei).

O monumento não é novo, é de 1994, e está todo pichado, encravado no meio do nada.


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No GPS da Garmin a coordenada é S24 9.500 W70 9.393

Depois tinha me programado para ir a San Pedro do Atacama (SPA). Poderia ir rodando pelo asfalto ou pegar um trecho misto, cortando o salar. Apesar de estar rodando sozinho, conversei com uns caminhoneiros que me deram segurança para ir cortando o salar.


Parte do pista é formado por um betume, terra e sal, meio riscado para aderência, mas onde se consegue desenvolver velocidades até razoáveis, tais como asfalto.


A outra metade é um misto de terra e sal. Fica um tapete.

O problema é que chove muito raramente no atacama, Eu tive a sorte de pegar um caldo.

Parte do antes piso seguro ficou um sabão. Mas fora o sufoco, cheguei num SP do Atacama molhado.



Após um banho no modesto, mas limpo e confortável hotel, fui comer um lomo com 2 litros de schopp no restaurante da Plaza.



Sobre a Chuva no ATACAMA: é considerado o deserto mais seco do mundo. Todavia, no começo de 2011 já choveu muito, provocando calamidades em San Pedro do Atacama (casas são de barro, não foram feitas para suportar chuvas). Assim, o lugar está recebendo no últimos anos chuvas em quantidade significativa e talvez venha a perder a pecha do lugar mais árido do mundo.




Curiosidades        

  • O deserto de Atacama é o lugar na Terra que passou mais tempo sem presenciar chuvas, sendo registrados 1400 anos sem indícios de chuva.
  • É considerado o deserto mais alto e árido.
  • Apesar de não haver chuvas é quase comum nevar em partes da região perto dos vulcões.
  • O Deserto de Atacama pode ser comparado com algumas cidades em certas épocas como Brasília nos períodos de Junho a Setembro por ter umidade relativa do ar com uma média de 5%,e com pouca precipitação , pela causa da umidade do ar ficar mais baixa que o deserto mas a temperatura menor.
  • Este deserto é o palco do clímax do filme Quantum of Solace, no eco - hotel Perla de las Dunas.




Encontro com Jesus no Atacama

Enquanto editava o outro post, um chato batia na porta do hostal.
Terminei de editar e atendo a porta, de cuecas, e não é que é o Jesus de Nazaré Paulista.

Velho companheiro do grupo V-Strom, chovendo, no Atacama e o cara consegue me encontrar num hostel no fim do mundo.

O Jesus é a turma dos to-a-toa, ou seja, jubilados e tinha cruzado hoje a tarde o passo de sico com a esposa (de caminhonete). Confirmou que nevou por lá e que a estrada estava difícil.
Acabei os acompanhando na janta.

domingo, 1 de janeiro de 2012

Ano Novo em casa - moto no meio do caminho

Passei um tempo sem atualizar o blog e vi com.o se perdem memórias importantes. Do dia 27 de dezembro até 31 fui de Porto Alegre a Santiago no Chile, por um caminho que já fiz de moto em 2004 ou 2005 com o Spadoni e Renato.


Voltei de avião para o ano novo em casa (voo direto da Gol e passagens adquiridas com relativamente pouca milhagem). Dia 02 retorno a Santiago e retomo minha ida provavelmente em direção ao norte, pegando, ou tentando pegar, parte do Dakar.

Levei 3 dias para chegar em Santiago, uma Argentina onde a temperatura pelo painel da moto marcou mais de 43 graus. A volta de avião é 2:30h, mas a espera em aeroporto é complicada.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Mendoza a Santiago do Chile


Passar por puente de inca, a visão do Aconcágua ou o túnel Cristo Redentor  e os caracoles é sempre bom. Já passei algumas vezes por esse trecho, de carro ou moto, mas já fazia uns 3 anos (acho) que não passava aí.

Em puente del inca parei para tomar um refrigerante. Encontrei o Paulo de Caçador-SC que estava numa buell (sem pézinho) com a esposa e um casal em uma harley electra ultra glide fazendo um tour pelo chile (iriam sbir pelo atacama) O filho estava numa pickup pequena de carro de apoio.
Mais adiante parei para ver o Aconcágua. Mas de longe, não se tem idéia a verdadeira dimensão do pico nevado mais elevado das Américas, com quase 7.000 metros.

Difícil mesmo foi a espera na aduana chilena, uma fila de cerca de 2 horas (finais de ano é sempre assim). O "problema" vale pelo bate papo e encontro com alguns conhecidos (aquela turma de Caçador-SC) ou mesmo um outro casal numa Aprila (ela Argentina, ele paulista, trabalhando em buenos aires - estavam indo para a carretera austral).

Em Santiago aproveitei para largar a moto na BMW para a revisão de 20.000km ou ao menos trocar o óleo (final de ano é complicado).Mas fui muito bem recebido, deixei a moto lá, enquanto pego voo para passar o ano novo em Porto Alegre, retornando no dia 2.

Endereço da Revenda BMW (acessórios e motos)
Horarios de atención
Lunes a viernes 8:30 a 19:30
Sabado 10:00 a 17:00
Tel: (02) 328 28 00
Av. Las Condes 13.033

Oficina, na mesma rua:
Horarios de atención
Lunes a viernes 8:00 a 18:00
Tel: (02) 229 83 16
Av. Las Condes 7991

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Santa Fé a Mendoza

Quando viemos em 2005 por esse mesmo roteiro, o calor entre Córdoba e Mendoza foi insuportável. Era Janeiro.

Agora, peguei a mesma "onda" de calor, pois o marcador do painel da moto chegou a marcar 43 graus no asfalto. O vento que vinha do asfalto era quente. Como sempre, procurei acordar cedo em Santa Fé, pois rodar pela manhã é menos quente.

Ao meio dia parei por 2 horas em um posto, com ar condicionado em Vila Maria. Aproveitei par acessar o booking.com (a maioria dos postos Ypf tem wifi free) e marcar o hotel para noite em Mendoza, o The Modern (http://www.the-mod.com/pt/) .

Em cidades grandes ou turísticas sempre procuro hotel pelo booking.com, evitando ter que perambular por hotéis ou pegar a "tarifa de balcão".  No posto encontrei dois casais de curitiba, em 2 carros diferentes, que se encontraram pelo caminho e seguiriam viagem juntos. Casualmente, estavam no mesmo hotel.

A noite peguei a dica de ir jantar no 8 cepas. Fui a pé a partir do hotel. Preço e comida bons. Queria pegar a dica de ir no Don Mário, mas ficava muito afastado da cidade e não estava afim de pegar táxi ou subir na moto de novo, a noite.
A única ressalva fica por conta de acabar as Quilmes geladas e ter que tomar Heineken. E não me venham falar em vinhos de Mendoza (que conheço, bebo e gosto) mas com 38 graus, não tem como.