sexta-feira, 16 de abril de 2010

Cuiabá a Vilhena, entrando em Rondônia

Rondônia! Está aí um estado da federação que acredito nunca ter visitado.

Recebi no café da manhã do Hotel Deville de Cuiabá a companhia do Jorge e o Célio, gente boníssima, do grupo V-Strom. O Jorge, inclusive, apesar das minhas insistências para não se incomodar, acabou me buscando no aeroporto ontem a noite e me deixou no hotel.

Encerrada a agradável conversa, recebi carona para pegar a moto. Após, o ritual de todo motoviajante, organizar as bagagens e fazer check-out no hotel. Acabei saindo lá pelas 11hs, bastante atrasado para meu gosto.

A BR174 de Cuiabá a Vilhena está mais de 98% em boas condições, reformas em várias partes, mas os 2% restantes tem uma crateras lunares gigantescas e, para piorar, o asfalto vem bom e de repente o buraco. De moto foi relativamente fácil desviar, mas de carro acredito que tem muita gente trocando pneu e roda.

Acabei chegando em Vilhena no final da tarde. Freiei meu ímpeto de seguir adiante e fui procurar hotel. Me indicaram dois relativamente decentes, o Santa Rosa e o Diplomata, ambos nas cercanias da Rodoviária. Fiquei no primeiro, R$ 50,00, quarto grande, limpo, tv, frigobar, ar condicionado e um bom banho. Tem até wireless, de onde escrevo o presente post.

Estou a 1.250km de Rio  Branco, meu destino de amanhã. Quero ver se saio cedo.

Nota sobre o Pneu: primeiro trajeto longo que faço com os mtezeler Karoo T. Excelentes, pequena vibração, nada que incomode, chega-se a esquecer o pneu off ao se rodar no asfalto, mantendo média de cruzeiro dos pneus "on road"  usados anteriormente. Peguei pequena chuva, nenhum susto. Vamos ver a durabilidade.

terça-feira, 13 de abril de 2010

terça-feira, 6 de abril de 2010

Planejando a Viagem ao Peru

No próximo dia 16 embarco para Cuiabá, onde pego a moto e sigo em direção ao Acre, para adentrar ao Perú. Deixarei a moto em Lima dia 25/04, retornando de avião, para depois pegá-la no final de maio e continuar subindo para o Equador, Colômbia e Venezuela.

O Perú é o terceiro maior país da América latina e o tempo é pouco. Como já conheço Cuzco, Machupichu, pois entrei de carro por Puno, atravessando de balsa o lago Titicaca na Bolívia, descendo depois para Nazca e Arequipa, nessa viagem resolvi privilegiar um pouco mais o "centro"  do país.



Assim, meu objetivo é, a partir de Rio Branco no Acre, pernoitar em Puerto Maldonado, depois um pouco adiante de Cuzco, para seguir para Huaraz e a Cordilheira Branca, com tempo de retornar e conhecer um pouco de Lima.

Encontra-se muito material na Internet, desde mapas, quadro de distância e informações vitais e atualizadas.


Mas os livros ainda são, para mim, uma fonte de pesquisa e leitura indispensável (leio muito, sempre, sobre o lugar que vou viajar... sugiro que façam isso.... já viajei com colegas, de moto ou carro, que não tinham a mínima idéia para onde estavam indo, consequentemente, acabava como um guia involuntário... o que é um saco... hehehe)



Já tenho há muito tempo a bíblia da América do Sul que é o Guia Criativo para o Viajante Independente da América do Sul.



Numa vasculhada pela Fnac, livraria virtual, acabei encomendando alguns outros:


Apesar das boas fotos e qualidade visual do "Guia Visual"  da folha, se quiserem escolher somente um, optem pelo "Rough Guide".

Além disso, é claro, pode se enriquecer a cultura com livros sobre as civilizações que habitaram a região, tanto dos incas como das civilizações pré-incaicas.

domingo, 21 de março de 2010

Harley Fatboy 2009


enquanto a GS tá em cuiabá, esperando o retorno em abril para seguir para o Peru, estou andando com a harley por aqui.


é... comprei uma harley fatboy. Falei mal da HD durante toda a vida, mas acaba com que todo motociclista vai ter que passar por uma. Estranhei uma barbaridade, pois a R1200GS Adventure para de 200 a 0km somente com um dedo no manete do freio dianteiro. A harley necessita do freio do pé e o dianteiro serve para muito pouco (sim, não tem ABS, e a "fraquesa"  do freio ajuda a evitar tombos, pois você pode arrastar a traseira, mas se a dianteira arrastar é chão na certa).

as pedaleiras, ou plataformas, nem se fala, arrastei no chão 66 vezes nas 40 primeiras curvas. Aos poucos pego jeito.
na primeira viagem que fiz a Santa Maria tentei acompanhar o Reginaldo de XX e fui numa tocada de 140/160km. Cheguei quase morto, em função do vento, já que me recuso a colocar um parabrisa. Fui como exterminador do futuro e voltei como priscila, a rainha do deserto, a 100 por hora (ao menos não corro o risco de levar multas).

depois daquela viagem, com ela original, implantei algumas adaptações que melhoram a moto umas 10 vezes, dentre as quais;

a) mufflers abertas, da redchoppers

b) instalação do DK, que alguns acham dispensáveis;

c) instalação do guidão SS, de 18 polegadas, levantando o riser da moto

d) manopla com Boss Throttle

e) SB com churrasqueira

para aqueles que não são os verdadeiros motociclistas que se reúnem no HOG e sabem como ninguém, despachar uma moto sobre a carreta, mas vamos lá.... (heheeh ainda sou preconceituoso contra harlysta)

a) mufflers: silenciosos, ponteiras, escapamento, ou - para os mais antigos - cano de descarga;

b) DK: dog-killer ou o vulgo "mata cachorro"

c) guidão SS: Seca Sovaco, uma direção mais alta, permitindo que quem tenha mais de 1,9m fique mais confortável em uma custom. provoca um "riser" (erguimento) da direção. Foi necessário trocar os cabos por um conjunto de flexíveis da aeroquip, até melhores que os originais, mas custaram o dobro do guidão;

d) manopla com Boss Throttle, o famoso retardador da desaceleração no punho;

e) SB com churrasqueira: Sissy Bar aquele negócio que a patroa acomoda as costas e a churrasqueira é o formato do acessório em que se leva a mochila ou outra carga qualquer.
Mas apesar de achar o guidão seca-sovaco muito alto, acabei me acostumando. Hoje teve o passeio ciclístico de Porto Alegre e fui de moto acompanhar o cortejo, ficando de olho nas "crias", que foram de bicicleta. Desce aqui, acolá, vou de batedor, corto trajeto, subo, acelero, volto... pessoal... ficou uma gostosura de andar nessa jubiraca...



sábado, 20 de março de 2010

Máquinas Fotográficas para Viagem - Comparativo

Quando você viaja de carro, o tamanho da máquina fotográfica é até secundário. Mas de mochila, ou, ainda, de moto, o peso das semi profissionais é acachapante.

Sempre que vejo as fotografias dos outros e tenho a convicção de que são melhores que as minhas (convicção seguida de desânimo, heheeh), e não me digam que é a síndrome da "grama do vizinho é sempre mais verde".

Na falta de talento (até curso de extensão universitária em fotografia já fiz), tento compensar com o equipamento. Mas uma Nikon D5000 com lente 18-200mm não é sinônimo de portabilidade.

Sigo viagem, agora em abril, de Cuiabá com destino ao Acre e Peru (fazendo o trajeto da Interoceânica), e fico me perguntando que equipamento levar. Há tempos atrás eu havia comprado uma stylus 850sw, a prova de queda, água e frio com o objetivo de ser parceira nas viagens de moto. Mas as fotos dela nunca me convenceram.

Acordei no nublado sábado de Porto Alegre e montei o tripé ao lado da cama e me pus a tirar uma única foto com as máquinas e lentes que tinha a mão, tentando decidir que máquina levaria. Tempo nublado? Sim, porque com sol abundante até celular tira foto bonita.

Mas vamos lá. A paisagem ao lado é a vista do meu quarto (preguiçoso, eu sei, mas era cedo..hehehe). Tempo nublado, sem resquício de sol, proposital, pois sob boa condição de luminosidade "todos os gatos são pardos"

As máquinas, na sequência:
a) Sony W1 (antiguíssima, 5 megapixel, mas eficiente)
b) Stylus 850sw (a prova de tudo, menos de fotografia ruim..hhehehe preconceito vale...)
c) Nikon D5000 com lente 18-55mm (sinceramente, a lente é um censurado por vários e-mails recebidos)
d) Nikon D5000 com lente 18-200mm (composição que gosto)

Sony W1 com seleção de fotografia padrão

Sony W1 com modo paisagem

Stylus 850SW modo padrão

stylus 850sw no modo paisagem

Nikon D5000 com lente 18-55mm

Nikon D5000 com lente 18-55mm e filtro polarizado (com anel adaptador)

Nikon D5000 com lente 18-200mm

Nikon D5000 com lente 18-200mm e filtro polarizado

Repararam na diferença que faz um lente na mesma máquina. Acho que faz dois meses que a revista Fotografe Melhor publicou um comparativo entre as máquinas Nikon D3000, D5000 e D90, que usam o mesmo processador. Mas nas duas primeiras a lente era 18-55mm e na última 18-100mm.

As fotos publicadas davam nítida vantagem para a D90 com lentes 18-100mm, mas como seria seu desempenho com a 18-55mm.

Me desculpem os usuários da Nikon com uma 18-55mm, mas a lente é censurado.... (comentário instrutivo hehe).

Dentre os mails recebidos comentando a matéria, reproduzo um de um colega (omiti o nome pois não me autorizou a divulgá-lo), mas certamente entende muito mais do que eu...heheh


Bah Ramon!

Assim tu me cansa! heheh!
É lógico que a 18-55 não tem pretensão de fazer frente às lentes mais caras da Nikon. Eu tenho cinco lentes Nikkor aqui (inclusive tenho uma 18-200 igual essa tua), de todas a 18-55 é a mais simples. Esse tipo de comparação já fiz várias vezes, e logicamente as lentes mais caras sempre ganham...
Mas mesmo assim ela está muito longe de ser lixo! Sinceramente, na sua comparação, lixo mesmo ficaram (aos meus olhos) as fotos da Sony e da Stylus... a Sony com cores desequilibradas e artificiais, e a Stylus nem se fala, lixo total, acho que perde pas fotos do meu celular.
Veja o site abaixo, você pode filtrar as fotos por tipo de câmera ou lente. Veja esse link com fotos da 18-55... para uma lente barata (de entrada da marca), não está nada ruim:
http://www.pixel-%20peeper.com/%20lenses/?lens= 179
Pra viagens a 18-200 é a lente ideal, desque que não se importe com tamanho e peso. Eu saí de moto um final de semana com a 200 e me bastou. Pra mim passou do ponto pra levar na moto. Mas se tu não te importa com isso, é uma ótima opção.
Se quiseres ver as fotos da D5000 melhorarem muito mesmo, faça em NEF e abra no programa Nikon Capture NX. Daí vais perceber porque pagou caro pelo equipamento! É grande a diferença na riqueza de cores e contrastes (não pretendo extender a discussão sobre tempo gasto convertendo imagens!).
Percebi uma diferença de profundidade de foco nas tuas fotos com a 18-200 e a 18-55. Usaste ambas na mesma abertura e velocidade de obturador? Pergunto porque fotos com aberturas diferentes dão resultados diferentes, principalmente em amplitude de foco (profundidade de campo) e nitidez.


Também localizei um artigo interessante sobre fotografia, vale a pena ler, antes de comprar ou trocar sua máquina:
http://www.kenrockwell.com/tech/not-camera-pt.htm

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Chapada dos Guimarães


Desta pequena etapa rumo a viagem ao Perú, a passagem pela chapada das guimarães é a que merece uma nota digna, pois, para meu gosto, o pantanal em si num tem nada que mereça, de um viajante, passagem prolongada.


A chapada tem vários atrativos, mas a vista do marco geodésico é de tirar o folêgo.


Por indicação, almocei no restaurante do Penhasco (ou algo assim), uma vista também estonteante.


Passei na Cachoeira Véu de Noiva no retorno a Cuiabá. Na volta, a vista da cidade do Hotel.


domingo, 14 de fevereiro de 2010

Santo Antônio Leverger e Barão do Melgaço

Acordei relativamente disposto após 2.800km de viagem em dois dias. O Dia estava chuvoso em Cuiabá. Aquela chuva intermitente, hora sol, hora chuva. Resolvi seguir o roteiro, para Santo Antônio Leverger, encostada em Cuaibá.

Época de Carnaval, com as ruas coloridas e um monte de pessoas com cara de ressaca pela rua. Passei rápido, pois queria almoçar em Barão do Melgaço.

A estrada até barão do Melgaço está asfaltada, exceto por 2 ou 3 km. Justamente esses, com chuva e um pneu traseiro remoldado de twister em uma moto de mais de 300kg. Mas fui sem sustos.


O aslfato chegou cedo em Melgaço, pois a cidade oferece muito pouca estrutura de recepção de visitantes. Procurei e confesso que não achei um restaurante decente. Tentei até ver um "translado" para a Bahia de Chacororé, mas o tempo chuvoso e o calor me desanimaram.

Acabei retornando para num entrocamento da MT 040 com a MT361, onde parei num bar de beira de estrada para tomar um refrigerante.

Nisso chega o Sr. Pina, Elisei e Milton (se não me engano), de carro. O Sr. Pina conta longas histórias sobre suas viagens de Gold Wing e insistiram em eu ficar para o almoço. Galinha caipira com arroz. Fiquei. Longas histórias que a preguiça não me deixa relatar. Todos era aviadores, ai já viu né. Mas uma longa conversa agradável.


Voltei no final da tarde, passando por Santo Antonio do Leverger no final da tarde, pegando uma "cheia|  do rio. As ruas próximas ao rio completamente alagadas (os ribeirinhos devem estar acostumados). Inventei de rodas cerca de 500 metros dentro da água, cuidando para a água não entrar no filtro.

Molhou parte dos contatos do motor (completamente submerso) e acusou falha no óleo. Para verifica, olha óleo, etc... decidi tocar em frente. Após uns quilômetros os contatos secaram e a luz apagou.