sábado, 20 de dezembro de 2008

La Serena - Túnel Cristo Redentor - Mendoza

Acordei em Vallenar como gato letárgico, ainda com os resíduos do mal da montanha. Rumamos para La Serena, na costa Chilena. Praia organizada, mas o oceano pacífico de sempre (frio, sujo e feio).



Daí rumamos em direção a Vina Del Mar e Valparaíso com intenção de cruzar a cordilheira pelo Túnel Cristo Redentor. Como sempre, umas 2 horas de espera na aduana do Túnel (que complicação).

Chegamos a Mendoza no final da tarde, onde procuramos um bom hotel (há dezenas), com preço acessível, saboreando a noite nosso velho amigo filé e várias Quilmes Litro.

(uma rua de Mendoza, difícil foi achar a saída da cidade, heheeh).

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Travessia da Cordilheira-Passo de San Francisco

Minha opção pelo carro, ao invés da moto, foi pelo pouco tempo. Fui em companhia do Ivan e realizamos todo o roteiro acima em 4 dias.

No primeiro dia, saímos de Porto Alegre dia 17 e pousamos em Catamarca dia 18, tocamos direto. Não recomendo para ninguém, cidade do norte argentino, com rede hoteleira grande, mas antiga e preços horrorosos.

Acordamos cedo em catamarca no dia 19/12.


O Passo Internacional de São Francisco está a 4.776 metros de altitude. Chegamos lá bem, boa parte asfaltada e quando esta acabou o rípio estava "liso", sem buracos. Já havia lido relatos sobre dificuldades de abastecimento na travessia, pois são raros os postos de combustíveis e partir de Tinogasta.

Talvez com a minha R1200GS, de 33 litros, não tivesse dificuldades, mas motos com tanque menor tem que se precaver.

A beleza da estrada que corta a cordilheira, pelo Passo de San Francisco, assim como as demais, é indescritível e as belas fotos não traduzem toda sua imensidão. Pode ser comparada ao Passo de Sico, que por ainda ser de rípio (e não asfaltada como o Passo de Jama, Túnel Cristo Redentor ou a região dos lagos) ainda conserva uma beleza que parece intocável.

O que tocou, todavia, foi a forma física péssima do presente missivista. A quase 4.800 metro de altitude inventei se subir uma pequena "elevação" para bater fotos. Nossa, faltou ar, pulmões, coração, pernas.... achei que ia ter um "troço", é o mal das montanhas pegando com força.
O Teiga que passou de moto por lá em dezembro também relatou o mal estar pela altitude. Será a associação dela com o ar seco? Num sei, mas passei trabalho. Isso me levou a desistir de voltar po Águas Negras e retornar pelo cordato e asfaltado túnel Cristo Redentor.

Descemos o Passo de San Franciso, próxima a Copiapó, e rumamos para La Serena.
A transposição da cordilheira nos deixou cansado e acabamos dormindo em Vallenar, onde encontramos um bom hotel que, regado a um belo filé e cerveja se tornou ainda melhor.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Cordilheira - Passo de San Francisco

Andava meio estressado, já que nenhum feriadão houve no segundo semestre de 2008 e o trabalho comeu pesado o periodo inteiro.

Tinha programado férias com a família em Orlando, de 22/12 a 02/01. Em 17/12 resolvi fazer uma viagem relâmpago ao Chile, de carro. Adoro a travessia da cordilheira e resolvi tentar pelo Passo de San Francisco.



O roteiro: Porto Alegre / Uruguaiana / Corrientes-Resistencia / Santiago del Estero / San Fdo del V. de Catamarca / Aimogasta / Tinogasta / Fiambala / Paso San Francisco / Copiapó / La Serena / Los Andes / Mendoza / Rosario / Paysandu / Tacuarembo / Rivera / Santana do Livramento / Porot Alegre

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

BMW Rider Training Off Road


O dia amanhe- ceu quente em Sorocaba, muito quente. Saímos do centro e fomos té a Fazenda Cascata em Votorantim, de propriedade do pai dos instrutores Raul Fernandes e Maurício Fernandes.

Para quem não conhece, Maurício já correu 2 vezes o Paris Dakar e um batalhão de vezes o Rally dos Sertões. Seu irmão Raul, editor-chefe da revista "Motociclismo", que foi o instrutor, pilota qualquer coisa que tenha motor. A experiência off-road dos Fernandes e sua didática é algo realmente impressionante.

O curso é patrocinado pela BMW do Brasil, que coloca 7 motos à disposição, todas novas (ano 2008) para um máximo de 6 participantes. Pode ser andar em qualquer uma delas. E NÃO precisa ser proprietário de BMW para participar.

No sábado havia 1 R1200GS Adventure, 2 R1200GS, 2 GS650 com motor bicilindrico rotax de 800cc, 1 gs650 monocilínrica e 1 GS450Conty, todas equipadas com os pneus Metzeler Karoo.

O curso tem duração de 1 dia, longo, quente e "cansativo" (mas que diversão) e, na minha opinião, vale muito a pena. Tem motos preparadas, que não é a sua e você não vai ter que consertar, tem ambulância a disposição (não utilizada, ainda bem), pode se rodar em várias motos, com o pneu certo, tem um instrutor que entende de off-road 10 vezes mais que seu melhor amigo e que, com técnica e didática, vai explicando cada situação.

O curso começa com o domínio da moto e a necessidade de se ficar em pé em cima dela em um ambiente off road. A importância de se desligar o ABS e o controle de tração e porque se faz isso. No começo, chega-se a ficar com os dois pés em cima do banco (isso mesmo) ninguém acredita que é capaz, mas é fundamental para ver que, depois de fazer voltas e voltas ajoelhado em cima do banco, ficar de pé nos obstáculos é "barbada".

O curso transmite várias técnicas, tais como: frenagem traseira, frenagem dianteira, conjugada, equilíbrio, controle acelerador e embreagem, descida e subida íngreme, travessia de erosões, riachos, cascalho e areia (bota cascalho e areia), com uma didática perfeita.

Gostei e, como disse, em meu entender é um curso obrigatório para quem investe mais de R$ 40 mil em uma maxitrail. Ganhei até um "certificado". Continuo um abobado com a coragem maior que a habilidade, mas agora com "certificado" rsrsrs.

Informações: Para se inscrever e/ou obter maiores informações, entre em contato com Adriana,pelo telefone (11) 3055-1399 ou pelo e-mail adriana@newmk.com.br.

sábado, 8 de novembro de 2008

Criúva - onde é isso mesmo?

Amanheceu quente no sábado de Porto Alegre. Dia de sol. Fazendo um bom tempo que não andava de moto, resolvi dar um pulo até a Av. Sertório para acompanhar o pessoal da Maxitraill num subida da serra para almoço em Criúva.

Acabei me atrasando e fiz um voô solo até lá, onde me encontrei com o pessoal e desci a serra acompanhado do Felipe, Marro a Jaque (a noite tinha o casamento do Charles)
Criúva é um vilarejo encravado na serra, faz parte do município de Caxias, mas se chega lá por São Marcos. Estrada de asfalto muito bonita serpenteando a serra, com direito a descida em um trecho de 6km de estrada de chão até a ponto dos Koch (de ferro e madeira, deve ser do início do século passado).

O ponto alto da viagem foi o almoço caseiro na Casa Verde. Sou daqueles que preferem um bom filé e meio que arrepio para esses almoços "caseiros". Mas ese daí tirei o chapéu, notadamente por um creme de polenta com queijo e bacon. Tem até site na internet http://www.criuvacasaverde.tur.br/


Cheguei em Porto Alegre no final da tarde. Cansado, viajando a uns 40 graus (até o vento era quente). A noite peguei a mulher meio bicuda, porque mal conseguia me mecher no casamento do Charles, mas fazer o quê né.... porque tinha que estar tão quente




domingo, 28 de setembro de 2008

De Urubici-SC até Criciuma, pela Serra do Corvo Branco


Fazia um bom tempo que não dava uma andava de moto. Com algumas dicas aqui e ali resolvi dar um passeio até Urubici-SC. Saí no sábado, com volta no domingo.Subi a partir de Porto Alegre a BR 116, cruzando por Lages, para chegar a Urubici.

Me hospedei no
http://www.serrabela.com.br/ Não procurei muito não, é um bom hotel, preço meio salgado, mas não estava afim de pesquisar muita coisa. Choveu muito na chegada à Urubici. Continuou chovendo a noite inteira.


No domingo acordei tarde (curando as 2 ou 3 garrafas de vinho da noite anterior). Fui conhecer o morro da Igreja mas a neblina era danada.Descendo do morro da Igreja fiquei em dúvida em retornar pelo asfalto da Serra do Rio do Rastro (que já passei mas 15 vezes) ou ir pela SC 439 (serra do corvo branco) que tem mais de 100km de estrada de chão.

Minha dúvida era motivada pela chuva que há 3 dias castigava a região e o tempo não dava sinais de melhora.

Calçada com uns pneus Michelin Anakee na traseira, meia vida, uma GS Adventure de 300kg com pneus que são um terror em estrada de chão, e sozinho, não era uma boa pedida. Bati um papo, aqui e ali, e o "pessoal" me garantiu que a estrada era aquilo ali que já tinha visto (rodei uns 20km de chão até o morro da Igreja). Resolvi encarar.
Mas a opção não foi uma das melhores ou, por outro lado, para quem gosta de aventuras um prato cheio. Muito barro na estrada, muito mesmo.Umas 20 escorregadas de cai não cai e uns 3 tombos de fato.

Os tombos até que não foram feios, tanto que as proteções da adventure deram conta do recado, pois nem sequer arranharam. Em uma delas é que, mesmo em baixa velocidade, levei um trancasso e bati forte com o capacete no chão. Fiquei meio abobado uns minutos, mas uns 15 minutos depois já estava de pé.Problema, mesmo, é levantar sozinho uma GSA de 300kg do chão.... Nossa... duas vezes foi, na terceira fiquei uma hora e meia esperando passar alguém pela estrada.


Conclusão:

a) a não ser que seja piloto mesmo (o que não sou) e que tenha uma moto leve e com pneu para barro, não passe em dias de chuva pela serra do corvo branco;

b) nunca viaje sozinho com uma moto que, se não for o incrível Hulk, não possa levantar;

c) mas, ao final, meio dolorido, até que fiquei de bem com a vida com a façanha realizada. Vá entender isso....

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Trilha das Tuias, pela beira da lagoa dos barros


Com a cara do sábado estava meio para chuva e eu já havia tomado um "caldo" de moto com a chuva do último domingo, aproveitei o sábado para acompanhar o Weberzito, Bruno e Paulo em uma trilha pelas lagoas, entrando em Santo Antônio e saindo em Cidreira.


Parceria, como sempre nota 10, cerveja "moderada" pela nova lei do trânsito, mas uma boa diversão.

Ao fundo, minha Land (após 3 meses de reforma), com o Paulo (Vitara), fazendo pose. Foi o qu mais desatolou os outros abobados ao longo do caminho.

Nesta foto se vê o Shultz, zequinha do Weberzito, com botinha e roupinha de passear em Shopping, engatando o guincho no Weber.